
E se as pedras estiverem vivas? O mundo das inteligências não-humanas na antiguidade
Quando o antropólogo Irving Hallowell perguntou a um ancião Ojibwa se todas as pedras estavam vivas, recebeu uma resposta inesperada: “Não. Algumas estão”
A partir dessa ideia, percorremos diferentes formas de compreender o mundo e as entidades que o habitam. Dos daimones de Sócrates e das categorias propostas por Apuleio aos djinns da tradição islâmica e às cosmologias estudadas pelo antropólogo Philippe Descola, encontramos maneiras muito diversas de pensar a relação entre humanos e não humanos.
Animismo, totemismo, analogismo e naturalismo ajudam-nos a perceber que aquilo que hoje entendemos como evidente nem sempre o foi. Durante grande parte da história, as fronteiras entre pessoas, animais, plantas, espíritos e coisas desenhavam-se de forma muito diferente.
E chegamos inevitavelmente ao presente: quando falamos com uma inteligência artificial, quem responde do outro lado?
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